Paisagem na janela – Parte I

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Aconteceu na semana passada, mas não tinha dado para escrever ainda. Ser pára-raio de maluco, definitivamente, tem as suas vantagens.

Semana passada fui ao meu analista de táxi. Ah, é, esqueci de dizer que agora eu dirijo coletivo, e, como não estava a fim de sair de ‘ônibus’, deixei-o na garagem. Mas foi ótimo, pois assim, dei a sorte de pegar um taxista que compartilhava o mesmo karma bizarro que eu.

Tudo começou comigo já saindo atrasada, só para variar. Engraçado que quando eu vou dirigindo eu fico tão neurótica com o fato de encontrar ou não vaga para estacionar (ainda mais agora com um coletivo – acho que vou ter que sair um dia antes) que consigo sair mais cedo, mas quando vou de táxi, é uma tristeza. Nem por um decreto eu consigo.

Peguei o táxi e o taxista era simpático. O diálogo curioso começou na metade do trajeto. Minha cabeça estava estourando de dor. O trânsito parou de repente e não andava. Eu atrasada e com a cabeça doendo. Essa é uma daquelas horas em que você olha a sua volta e pensa: Murphy certamente se inspirou em um momento como esse. “As coisas sempre podem piorar, as pessoas é que não tem imaginação.”.

O taxista olha a sua volta também e puxa papo:

Ele - Deve estar acontecendo alguma coisa por aqui. Olha só quantos carros da polícia. Aqui na fila do lado tem dois, dois viraram pra lá, dois pra cá...
Brida – Ah, moço, mas isso é normal. Eles fazem isso sempre. Deve ser pra mostrar serviço.
Ele – Não, mas no máximo a gente vê dois carros e olhe lá, tem carro da polícia demais hoje aqui.

Brida resolve abrir o olho e olhar em volta. A seguir completa:

Brida (muito séria) – Não, moço, sabe o que é? Agora que eu abri o olho e prestei atenção por causa da dor de cabeça, eu já sei o que é.
Ele – O que é, hein?
Brida – Esse é um esquema que eles montaram para... (Brida parou um segundo para inventar ainda alguma coisa o que nem gastou o segundo todo e continuou séria) mostrar os carros novos! O senhor não está vendo nada de diferente neles? Estão todos inteiros! O senhor não vê isso todo dia, eu aposto!

Ah, galera, nesse momento ele ficou à vontade e entrou na pilha.

Ele – Ih, é mesmo, agora que você falou, eles nem ligaram a sirene, estão parados no engarrafamento junto com todo mundo e olha só a pintura, tudo novinho.
Brida – Viu? Não falei pro senhor? Pode ver que estão todos sem um buraco de bala também.

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Brida Who?


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As estórias, histórias e elucubrações aqui publicadas são baseadas em fatos e personagens reais. Qualquer semelhança pode ser mera coincidência. Ou não.

Quem sou eu?

Carioca, pisciana, com ascendente em sagitário e Lua em escorpião. Procuro levar a vida da forma mais descontraída possível, fazendo sempre piadas sobre tudo. Claro que nem sempre a situação permite, mas a gente improvisa, ora!

BRIDA
Substantivo feminino

1. Concernente à amizade e união de várias pessoas
2. Que se faz notar pelo refinamento das maneiras e pela pureza do caráter
2.2 Dotada de magnanimidade; nobre, generosa, liberal
3. Que demonstra seu valor pessoal em grandes feitos
3.1 Dotada de valentia; briosa
4. Que se caracteriza pela harmonia; elegante
5. Pessoa aversa a histriões e afins
Por Menino Felipe


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This page contains a single entry by Brida published on maio 15, 2008 3:04 PM.

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